Vinícola à la francesa na região

Por ALOYSIO BALBI – 11 de Outubro de 2020

O empresário Renato Abreu, presidente do conselho do Grupo MPE, abre mais uma linha de investimentos na região. Desta vez, o empresário está focado em uma vinícola para produção de vinhos sofisticados. O local escolhido é uma região serrana no limite dos municípios de São Fidélis e Campos.

O projeto não é grande no tamanho, mas ambicioso no glamour, como convém um bom vinho. Profundo conhecedor de vinhos, Renato Abreu já visitou diversas vinícolas em países da União Europeia, mas confessa que tem uma pequena preferência pelos vinhos franceses.

Todo o modelo do projeto segue um rigoroso padrão técnico de qualidade em todos os detalhes. Após estudos de clima, entre outros, três tipos de uvas foram escolhidos para serem cultivados e delas vão ser produzidos vinhos tinto e branco. Foram escolhidas as uvas Cabernet Sauvignon, Shirah e Sauvignon Blanc.

Elas começam a ser produzidas em parreiras dimensionadas para atender uma demanda de pequena escala que pode crescer com o tempo. A previsão é 50 mil garrafas de vinho branco e 75 mil de tinto por ano.

O vinho tinto deverá ser lançado na própria vinícola em meados do ano que vem e o branco em 2022. O casarão que vai ser a sede da vinícola segue a linha europeia com ênfase na francesa e já está sendo construído.

“Será uma vinícola de pequena para média produção, mas com padrão de sofisticação. Queremos provar que em um país tropical, com tecnologia agrícola acertada, com as uvas certas e selecionadas, poderemos produzir um excelente vinho. Todos esses cuidados estão sendo rigorosamente observados”, disse o empresário Renato Abreu.

Barris de carvalho da França

Os toneis de carvalho que irão acondicionar os vinhos produzidos pela vinícola serão importados da França, o que segundo os enólogos fazem bastante diferença no sabor e no aroma do vinho.

Tudo de última geração para produção de vinhos de alta qualidade está sendo levado em conta neste projeto, que em tese não irá gerar um número substancial de empregos, mas certamente terá uma profunda influência no turismo do interior do estado.

Segundo Renato Abreu, o nome da vinícola ainda não foi escolhido, assim como os rótulos, dois fatores essenciais como marca do produto. Há quem aposte que os nomes dos vinhos terão um forte sotaque francês, mas Renato Abreu não comenta sobre o assunto.

Envasamento aqui

O envasamento dos vinhos será feito na vinícola, e isso também com equipamentos de última geração. As garrafas tendem a seguir o padrão tradicional. Os equipamentos para envasar o vinho já estão sendo providenciados.

No momento, como ponto de partida para o projeto está sendo construída a sede, em um lugar aprazível e bucólico. Renato Abreu acredita que a sede da vinícola será um excelente cartão de visitas.

O empresário, que começou no ramo da engenharia, passou a investir pesado no agronegócio em várias partes do país, como no Mato Grosso, Bahia e em Campos, onde o grupo é parceiro na maior usina de cana-de-açúcar do estado, a Sapucaia, e tem passado os últimos anos com a palavra “safra” na cabeça.

Agora, essa palavra vai se intensificar, porque ele quer que seu vinho, mesmo sendo o caçula da praça nacional, tenha as melhores safras ano a ano.

Fonte: jornalterceiravia.com.br

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