Arqueólogos acham amuleto raro utilizado no século 18 no RJ

Escavação em Tocos acontece sempre no mês de julho (Foto: Stella Freitas/ G1)Durante uma escavação sob os terrenos da antiga senzala do Solar do Colégio,  arqueólogos encontraram uma figa que teria sido utilizada por negros que foram escravizados entre os séculos 18 e 19 em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Símbolo de proteção contra mau-olhado, inveja e energias negativas, a figa é um dos amuletos da sorte mais antigos da história e mais raros de ser encontrado, segundo a arqueologia.
A descoberta da peça rara foi comemorada pela equipe de arqueólogos durante a terceira expedição de escavações em terras que foram desbravadas pelos jesuítas. 
“Isso aqui é uma joia. A figa era o primeiro objeto que os escravos compravam quando conseguiam algum dinheiro. É uma peça muito rara. Para ter noção, os Estados Unidos fazem cem vezes mais escavações que a gente e eles só encontraram duas até hoje”, comemorou Luís Cláudio Symamski, coordenador da escavação e professor de arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Nessa etapa, escavadores encontraram medalhas e crucifixos  (Foto: Stella Freitas/ G1)O objetivo da escavação é desenterrar a história dos negros, além de descobrir e revelar, com propriedade, como era a identidade da população que foi escravizada, através dos costumes, vestimentas, alimentação e objetos que remetem às crenças.
Com espátulas, pincéis e trenas, a equipe realiza a terceira etapa de escavação no Norte Fluminense. O sítio do Solar do Colégio, que atualmente pertence ao arquivo público municipal, foi um achado importante para o projeto “Café com Açúcar: Escravidão em área de açúcar e café no Sudeste rural”.  Fonte: G1

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.